Dias Iguais
Em um bairro sofisticado, existia uma casa abandonada onde residia uma velhinha polonesa de nome Magnólia e se gato, que só aparecia nas horas de refeições, Rufio.Ao cair das noites, magnólia sempre escuta barulhos vindos de seu porão, porém sua atenção lhe é interrompida pelo badalar do seu relógio cuco. Toda vez que seu relógio toca a meia-noite, ela sempre o dá corda e inconscientemente abre uma passagem secreta utilizada por seu gato para chegar ao porão de sua casa.
Utilizando a passagem, Magnólia se surpreende quando chega a seu porão e depara-se com bandidos que transformaram um cômodo de sua casa em bar.
Ao descobrir de onde vem os barulhos e porque, a velhinha é presa pelos bandidos. Seu gato, sem se preocupar, curte a festa com seus “amigos”.
Quando o Sol desponta a mais um amanhecer, Rufio, agora faminto e cansado, solta Magnólia que sobe para sala, sem lembrar-se do que ocorreu na noite, e alimenta seu gato além de tricotar.
Todos os dias são sempre iguais e Magnólia nunca se lembra de nada em decorrência de sua doença, Mal de Alzheimer. Porém, em uma noite onde tudo ocorria como normalmente, ao dar a corda em seu cuco, a velhinha o quebra e não abre a passagem secreta. Intrigada, ela senta-se em seu sofá, continua ouvindo os barulhos em silêncio, sem dar muita importância ao fato, e pega seu tricô enquanto observa seu cuco quebrado.
Talvez amanhã ela conserte o cuco e tudo voltará ao seu normal!
Nenhum comentário:
Postar um comentário